Cururu

Na imagem, você encontrará uma variedade de 20 sapos, refletindo o desafio de avistar essas criaturas elusivas em seu habitat natural, assim como as complexidades de navegar por uma floresta. Assim como nas profundezas da mata, onde alguns sapos permanecem ocultos da vista, aqui também, alguns desses anfíbios estão camuflados no meio da folhagem. Isso é um testemunho da furtividade e adaptabilidade dessas criaturas em seu ambiente.

Dada sua natureza elusiva, os pesquisadores frequentemente dependem de seus chamados distintivos durante o trabalho de campo para identificar e contar populações de sapos. Esse trabalho de detetive auditivo não apenas adiciona ao fascínio de estudar essas criaturas, mas também destaca a importância de entender seu papel no ecossistema. Portanto, ao passar o mouse sobre cada sapo, mergulhe na sinfonia de seus chamados, semelhante à paisagem sonora de uma floresta vibrante, e aprecie a beleza de seu mundo escondido. Clique em qualquer sapo para explorar mais profundamente suas características e comportamentos fascinantes.  

Background Image     Allobates femoralisAllobates paleovarzensisAnomaloglossus stepheniCeratophrys cornutaElachistocleis bicolorAtelopus spumariusHypsiboas boansLeptodactylus fuscusPhyllomedusa tomopternaPristimantis fenestratusHypsiboas cinerascensLeptodactylus hylaedactylusRhinella marinaScinax ruberTrachycephalus typhoniusOsteocephalus oophagusHypsiboas geographicusRhinella proboscideaDendropsophus marmoratusTrachycephalus resinifictrix 


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Trachycephalus_typhonius
Perereca leitosa. Essa perereca produz um líquido branco, pegajoso e venenoso, que libera sobre a pele quando é manuseada ou atacada por um predador. Apesar de serem arborícolas, ocorrem com frequência em áreas abertas e até mesmo dentro de casas. Em poucas noites durante a época de reprodução, um grande número de machos e fêmeas desta espécie se reúnem em lagoas isoladas em campos ou florestas. Nestas ocasiões, o canto em coro dos machos pode ser ouvido até mesmo a partir de centenas de metros. 
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Trachycephalu_ resinifictrix
O canuarú pode ser reconhecido pela mancha verde em forma de triângulo entre seus olhos e também pelos próprios olhos, que são dourados com uma cruz preta no meio. Os machos cantam em buracos cheios de água no tronco das árvores mais altas da floresta, e é nesses buracos que as fêmeas colocam os ovos e que os girinos ficam até virarem sapinhos. Enquanto estão no buraco, os girinos se alimentam de restos vegetais e também de ovos de sua própria espécie.
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Scinax_ruber
Essa quase todo mundo já viu: a perereca de banheiro aparece muito em casas próximas da matas, principalmente aonde? No banheiro, claro! Isso porque o ambiente é bem úmido, como na floresta. E pode ser bom ter pererecas em casa, pelo menos no quintal, já que elas gostam de comer vários tipos de insetos.
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Rhinella_proboscidea
O nome já diz tudo: esse sapo é muito parecido com folhas secas, o que faz com que fique perfeitamente camuflado no chão da floresta, confundindo os predadores durante o dia. O curioso é que, assim como as folhas têm muitas cores, os sapos folha também: eles podem ser cinza, bege, marrons e até vermelhos. 
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Rhinella_marina
Originalmente, o sapo cururu ocorria apenas no norte da América do Sul e na América Central, mas hoje ele é encontrado em diversos países, como Austrália e Estados Unidos, onde foi introduzido. Bem grandes, as fêmeas chegam a medir até 25 centímetros - para se ter uma ideia, uma folha de caderno tem 30 centímetros! Durante o dia, o sapo cururu se esconde em buracos ou debaixo de troncos caídos. Seus girinos são pretos e tóxicos para os peixes.
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Pristimantis_fenestratus
Rãzinha de chuva. Estas rãs vivem tanto no chão da floresta quanto em arbustos. Quando são jovens, fazem tudo durante o dia: caçam e comem, cantam e se reproduzem. Mas quando se tornam adultas, elas passam a ter hábitos noturnos, ou seja, fazem tudo de noite! 
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Phyllomedusa_tomopterna
Perereca macaco de perna tigrada. As fêmeas dessa espécie colocam seus ovos em ninhos de gelatina, grudados no interior de folhas dobradas. O casal geralmente escolhe folhas que ficam em galhos pendurados em cima de poças de água. Assim, quando os girinos saem dos ovos, eles caem na água e não no chão da floresta, onde morreriam.
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Osteocephalus_oophagus
Perereca comedora de ovos. A fêmea dessa espécie coloca seus ovos na água acumulada em buracos nos troncos das árvores ou em epífitas (plantas suspensas nos troncos e galhos das árvores), em bromélias de solo, ou entre folhas de palmeiras grandes, como os buritis. Ela costuma voltar ao local onde pôs os ovos em intervalos de alguns dias para depositar ovos não fecundados que servirão de alimento para os girinos em crescimento.  
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Leptodactylus_hylaedactylus
Rãzinha touro. Durante a reprodução, os machos dessa espécie cavam pequenos buracos no solo, onde constroem, junto com as fêmeas, um ninho de espuma para colocar os ovos. Quando saem dos ovos, os girinos continuam vivendo nesse buraco e, para se alimentar, absorvem nutrientes da própria cauda, que vai diminuindo conforme eles se transformam em jovens rãs.
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Hypsiboas_geographicus
Durante a estação chuvosa, os machos da rã assobiadora constroem tocas subterrâneas nas margens das poças e cantam perto da entrada para atrair as fêmeas para a reprodução. No interior das tocas, eles constroem ninhos de espuma e colocam os ovos de onde nascem os girinos. Quando chove, a água inunda a toca e leva os girinos para poças, onde permanecem até virarem jovens rãs.
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Hypsiboas_geographicus
A perereca mapa é arborícola, ou seja, vive nos troncos e nas copas das árvores. As fêmeas colocam até 2.500 ovos em poças ou remansos de igarapés. Os girinos vivem na água, onde ficam nadando juntos, formando grandes massas pretas, o que provavelmente ajuda a se defenderem de grandes predadores, como peixes. 
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Hypsiboas_cinerascens
A perereca verde vive nas árvores e é ativa durante a noite, quando sai para se reproduzir, caçar e se alimentar. É encontrada frequentemente em áreas pantanosas próximas a igarapés de florestas bem preservadas e nas bordas das florestas. As fêmeas depositam bastantes ovos (cerca de 400) em pequenas poças ao lado dos igarapés, onde os girinos ficam dispersos e escondidos até a fase adulta. Esta perereca se alimenta de insetos e aranhas.
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Hypisboas_boans
Essa é uma das poucas espécies que se reproduz na estação seca Amazônica, entre julho e dezembro. Vivendo no alto das árvores, a perereca gladiadora desce até o chão da floresta na hora da reprodução. Ali, sempre perto de um igarapé, os machos aproveitam partes do terreno onde a água se acumula ou cavam buracos para construir o ninho onde as fêmeas colocarão os ovos. Os machos defendem os ninhos da invasão por outros machos da mesma espécie, lutando e ferindo-os com esporas que possuem nas mãos. Daí o nome "perereca gladiadora".
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Elachistocleis_bicolor
Facilmente encontrados em áreas abertas e encharcadas, próximas a florestas ou na cidade, os sapos dessa espécie se reproduzem após fortes chuvas, durante o ano todo. Os machos cantam de dia e também à noite, e cada fêmea de sapinho guarda coloca até 1.400 ovos de cada vez. 
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Dendropsophus_marmoratus
Olhando de cima, a perereca-mármore é praticamente igual a uma casca de árvore: o corpo pintado de cinza, creme e marrom. Porém, se viramos essa perereca de cabeça para baixo, surpresa! A barriga tem uma cor laranja muito chamativa! Ter as costas parecidas com o tronco das árvores ajuda a perereca-mármore, que tem hábitos noturnos, a se esconder de predadores durante o dia. 
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Ceratophrys_cornuta
É bem fácil reconhecer um sapo-untanha: basta olhar para sua cabeça e procurar por uma boca enorme e algo parecido com chifres! Os chifres, na verdade, são projeções feitas de pele. A boca grande permite que eles se alimentem de animais também grandes, como roedores, lagartos e outros sapos. 
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Atelopus_spumarius
O sapo-arlequim tem esse nome por causa de suas cores chamativas, que fazem com que fique parecido um arlequim, um tipo de palhaço que é personagem de várias peças de teatro. Os sapos-arlequim vivem em cima de folhas e troncos caídos no chão da floresta e as fêmeas depositam seus ovos em um cordão de gelatina em igarapés ou em poças perto deles. 
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Anomaloglossus_stepheni
Rãzinha foguete de Stephen. Estas rãzinhas são muito bem protegidas durante as primeiras fases de sua vida. Os ovos ficam envoltos  por um ninho de gelatina colocado dentro de folhas secas que a fêmea dobra ou enrola. Quando os girinos nascem, continuam nesse ninho de gelatina até se desenvolverem em pequenos sapos. Tanto cuidado faz sentido, já que as fêmeas colocam apenas entre três e seis ovos de cada vez.
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Allobates_paleovarzensis
Rãzinha foguete da paleovárzea. Os machos desta rã são verdadeiros brigões: quando ouvem outro macho cantando por perto, pulam até ele e lutam para defender seu território. Seu nome popular faz referência ao local onde vivem: áreas de rios da Amazônia que eram várzeas no passado, mas que hoje não inundam mais. 
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Allobates_femoralis
Rãzinha de coxa brilhante. Acredita-se que as cores brilhantes nas patas dessa rã sejam uma imitação das cores de sapos venenosos, um tipo de mimetismo. Ficando parecida com os sapos venenosos, a rãzinha da coxa brilhante afasta os predadores mesmo sendo inofensiva. 
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